We’ve all got our junk, and my junk is you

“True Blood” é um daqueles raros casos em que tudo é tão ruim, mas tão ruim que acaba ficando bom. A história fica mais tosca a cada episódio, os sotaques são irritantes, os vampiros se movendo com rapidez são bizarros e quando se acha que nada pode ser pior Bill chora sangue.

Um vampiro chamado Bill que quer viver o mais normal possível podia até dar um bom personagem, e para falar a verdade ele pode ter um nome pessímo mas é o melhor desenvolvido na série. Bill conhece todos os problemas da comunidade vampira, ele quer ter uma vida sossegada vivendo só, bebendo Tru Blood, mas volta e meia seus instintos de vampiro surgem. Ele e Sookie formam um bom casal, tem uma certa química. Sookie me dá nos nervos em uma cena ou outra com seu sotaque irritante, incrivelmente Anna Paquin consegue dar conta do recado.

O restante do seriado é bem chatinho, o arco do irmão da Sookie com as mulheres que morrem depois de estarem com ele – é verdade que ele sem roupa torna as cenas mais interessantes -, o do cachorro que persegue a Sookie, o tráfico de sangue de vampiro, ou V como é chamado. Falando em tráfico, o que são os efeitos de se tomar V? Muito tosco.

Um dos piores episódios da série até o momento é o que Bill fala sobre a guerra civil. Os flashbacks de Bill antes de ser vampiro são péssimos, mas nada se compara com Jason e os efeitos de V. Ele imaginando Tara em uma fonte é um dos exemplos do que faz essa série ser tão ruim e ao mesmo tempo tão viciante. O melhor de “True Blood” continua sendo a abertura espetacular e os ganchos, todo final de episódio parace um final de temporada.

Mesmo não conseguindo falar nada de bom de “True Blood” eu simplesmente não consigo parar de assistir, parafraseando  uma das músicas de “Spring Awakening” We’ve all got our junk, and my junk is True Blood.

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