Arquivo para dezembro, 2009

Os 10+ da década

Posted in Séries with tags , , , , , , , , , on dezembro 29, 2009 by Krol

Chegamos ao final da primeira década do século. Década que segundo os historiadores começou na manhã do sia 11/09/2001 quando o mundo assitiu pela tv o ataque terrorista contra os EUA. É também a década que viu o crescimento da troca de conteúdo pela internet, o surgimento do MP3 player, o DVR. Década que modificou para sempre como assistimos tv e ouvimos música.

Para celebrar essa década nós do AM preparamos nossas listas com as 10 melhores séries e os 10 melhores filmes. As listas levam em conta os gosto da redação e não a audiência ou a popularidades. Vamos começar com as séries que não estão em ordem de importância.

01. Sopranos

02. Sex and the City

03. The West Wing

04. Friends

05. Pushing Daisies

06. Battlestar Galctica

07. 24

08. The Big Bang Theory

09. CSI

10. ER

Entrevista Exclusiva – autora de A seguir, cenas do próximo capítulo

Posted in Papo Aleatório with tags , on dezembro 22, 2009 by frinigeorga

Não é somente a equipe do Amamos a Mobília que é apaixonada por TV. O amor pela telinha foi tanta que transformou uma mulher de mera fã de TV em autora sobre o assunto. Em parceria com o amigo, André Bernardo, Cintia Lopes escreveu o livro “A seguir, cenas do próximo capítulo” e conta – com exclusividade, claro – ao Amamos a Mobília como foi essa experiência:

Amamos a Mobília (AM): Como surgiu a idéia de escrever “A seguir, cenas do próximo capítulo”?

Cintia Lopes: Eu e o André Bernardo trabalhávamos numa agência de notícias que fazia cobertura de TV e de bastidores e sempre fazíamos entrevistas com autores de novelas, mas eram conversas pontuais para divulgação de uma determinada novela ou minissérie. O que a gente percebia era que a conversa ficava sempre em torno daquele trabalho do momento e não tínhamos a oportunidade (nem tempo) de nos aprofundar em outros temas como carreira, processo de criação e etc. Foi quando o André Bernardo me convidou para escrever um livro sobre os dez maiores autores de novela da atualidade, que são os verdadeiros protagonistas dessas histórias, que são acompanhadas por 20 milhões de pessoas no Brasil. Por isso há quatro anos nos reunimos para começar esse trabalho de pesquisa, coleta de material e entrevistas com os autores de novelas. E finalmente o livrou “nasceu”.

AM: Como foi escrever o livro a quatro mãos?

Cintia Lopes: Foi muito gratificante. Acredito que o trabalho a quatro mãos facilitou muito o processo principalmente por se tratar de um projeto de intensa pesquisa, coleta de dados, checagem de datas e números. A troca de ideias e a discussão da pauta para cada autor também foram mais bem construídas e melhor formuladas por serem duas “cabeças” trabalhando e queimando os neurônios. (risos) Neste formato de livro, uma documentação, quase uma biografia desses 10 autores, duas cabeças pensam e trabalham melhor que uma.

AM: Como foi o processo de conseguir as entrevistas?

Cintia Lopes: Como havíamos trabalhado na cobertura de novelas e TV anteriormente, já tínhamos o contato de todos os autores de novelas e a maioria deles já havia sido entrevistada por nós. Acho que essa experiência contou muito para a ótima receptividade dos autores, que abraçaram o projeto de imediato e toparam conceder as entrevistas. O Tony Ramos também foi muito gentil em assinar o prefácio do livro. Foram quatro anos de entrevistas e atualizações porque eles estão sempre emendando projetos, mas o resultado final foi elogiadíssmo por todos eles. O nosso primeiro contato com todos eles foi através de e-mail para a apresentação do projeto do livro. Em seguida, fomos marcando os encontros para a coleta dos depoimentos no Rio e em São Paulo.

AM: Qual foi o maior desafio e a maior surpresa?

Cintia Lopes: O maior desafio foi conseguir reunir todas essas feras. Não há dúvidas de que Aguinaldo Silva, Benedito Ruy Barbosa, Carlos Lombadi, Gilberto Braga, Gloria Perez, Lauro Cesar Muniz, Manoel Carlos, Silvio de Abreu, Walther Negrão e Walcyr Carrasco formam hoje a elite dos autores de telenovela no Brasil. Esses 10 sempre foram os nomes pensados por nós. A ideia sempre foi reunir todos eles. Não queríamos fazer um livro com os 9 ou 8 melhores… (risos) E quando todos eles toparam participar ficamos muito satisfeitos. O maior desafio foi conciliar os encontros e entrevistas com as respectivas agendas. Isso foi realmente complicado. Tivemos que ter muita paciência. Por isso, o livro levou quatro anos para ser publicado.

AM: Como foi o processo de publicação?

Cintia Lopes: Após registrar o projeto, fizemos uma seleção de editoras para a apresentação do livro sempre com a preocupação de procurar editoras que tivessem o perfil de publicação de livros sobre TV, artes, cinema e direcionado para o público que consome esse tipo de publicação como estudantes de comunicação, de cinema, pessoas que se interessam por roteiro e para os noveleiros consumidores de livros. E a Panda Books era a que apresentava um catálogo mais vasto sobre o assunto. O Marcelo Duarte, editor da Panda Books, aprovou nosso projeto e apostou na nossa ideia.

AM: Quais as suas novelas e séries favoritas? Por quê?

Cintia Lopes: Eu adoro novela e adoro gente que gosta de novela e não tenho o menor problema em assumir o meu lado noveleira. (risos). Muitas delas foram marcantes pra mim e acredito que para vários amigos aqui do Amamos a Mobília. Não daria para citar todas, mas “Vale Tudo”, de Gilberto Braga, sem dúvida não pode faltar na minha lista de favoritas. Acho maravilhosa a forma como o Gilberto conduziu a história e retratou os conflitos familiares (no livro inclusive reproduzimos uma cena sensacional de embate entre Raquel (Regina Duarte) e Maria de Fátima (Glória Pires)), a ganância, a corrupção, o alcoolismo, entre outros temas difíceis. Tudo isso numa única novela! Sem contar com a mobilização em tornou do “quem matou” Odete Roitman, que parou o Brasil. Não perdia também os capítulos de “Pantanal”, de Benedito Ruy Barbosa e “Xica da Silva”, de Walcyr Carrasco com direção de Walter Avancini, que trazia atuações impecáveis. Me diverti muito com “Quatro por Quatro”, do Lombardi, e das mais antiguinhas destaco “Livre Para Voar”, do Walther Negrão.

Como assisto muito novela, não sobra tanto tempo para acompanhar as séries. (risos). Atualmente destacaria “Monk”, divertidíssima, e sou fã incondicional de “Friends”. E confesso… amo “Chaves”. Sim, um clássico “trash” mexicano. (risos) Até hoje fico rindo com os episódios principalmente aqueles do hotel em Acapulco (que já estão até desbotados de tanto que o SBT já reprisou)!

AM: Qual a sua parte favorita do livro?

Cintia Lopes: Ai, que pergunta difícil! Através das entrevistas, temos a oportunidade de descobrir as características e o modo de pensar de cada autor e isso é muito bacana. Mas o que tem chamado a atenção do pessoal que já comprou o livro são as reproduções dos capítulos originais de algumas das cenas mais marcantes da teledramaturgia brasileira. E isso realmente é de arrepiar! porque nunca antes foram publicadas. É muito legal saber como os atores recebem os capítulos pra decorar e como os autores dão as indicações das cenas. Estão no livro: a clássica “guerra” de torta na cara entre Fernanda Montenegro e Paulo Autran em “Guerra dos Sexos”; arranca-rabo entre Maria de Fátima e Raquel em “Vale Tudo”, a cena final com o reencontro de Carolina e João Maciel na Confeitaria Colombo em “O Casarão”; escaleta e cena de “Duas Caras”; o primeiro capítulo de “Alma Gêmea”, além de um glossário de termos técnicos usados na linguagem da TV e uma linha do tempo história do Brasil x Telenovela, que ficou maravilhosa.

AM: Você geralmente organiza eventos sobre lançamentos de livros. Como foi lançar o seu?(Cíntia Lopes é assessoria de imprensa da Livraria Saraiva).

Cintia Lopes: Foi uma experiência divertida. Tive no meu evento o mesmo que a Saraiva oferece para os demais autores. Não tive privilégios nem regalias. Eu juro! (risos) Mas não posso negar que é uma sensação diferente. Chegar à loja não para produzir o evento, mas para receber os amigos e familiares sem maiores preocupações foi ótimo. Receber o apoio da equipe de loja e perceber que todos torcem pelo sucesso do livro é maravilhoso.

AM: Já tem outros projetos em vista?

Cintia Lopes: Sim. Tenho dois projetos, mas ainda muito embrionários. Um deles, em parceria novamente com o André Bernardo (mas não seria outro livro sobre teledramaturgia), e um outro, que eu faria sozinha, voltado mais para o público feminino, mas ainda está tudo na minha cabeça e não no papel (risos). Até mesmo porque tenho um grande projeto para 2010 que é o nascimento do meu primeiro (filho ou filha), que vai me tomar um tempo danado também. (risos).

AM: E qual o seu recado para 2010 para os leitores do Amamos a Mobília?

Cintia Lopes: Quero aproveitar a oportunidade para mandar um Feliz Natal pra todo o pessoal que curte o Amamos a Mobília e votos de um 2010 repleto de realizações e muita programação boa na tevê (risos). Até o próximo capítulo!

Cíntia Lopes já escreveu seu primeiro livro, vai ter seu primeiro filho e só falta plantar uma árvore. E você? O que planeja para 2010?

Puck faz homenagem a Glee

Posted in Séries, `Tá na rede with tags , on dezembro 21, 2009 by Krol

Mark Salling, que faz o Puck em “Glee”, gravou um video mostrando toda a sua alegria em fazer parte da série, dê uma olhada.

Pérolas da TV

Posted in Pérolas da tv, `Tá na rede with tags on dezembro 20, 2009 by Krol

Essa semana faz 20 anos que “Os Simpsons” estrearam na tv, a série é um fenômeno mundial desde de então. O AM não podia deixar de fazer uma pequena homenagem a essa família.

Um final matador

Posted in Séries, Séries EUA, spoiler with tags , on dezembro 19, 2009 by Krol

“Dexter” é uma das séries que sofreu com o sucesso. Quando não tinha contrato para mais de uma temporada todos os episódios eram ótimos. As duas primeiras temporadas tiravam o folego dos espectadores. Foi quando assinaram para múltiplas temporadas que o ritmo começou a ficar inconstante. A terceira temporada foi a mais fraca até agora e por um motivo bem simples: os roteiristas começaram a encher lingüiça.

A quarta temporada, que terminou no último final de semana nos EUA, começou bem morna. Melhor do que anterior porque Trinity, vivido pelo ótimo John Lithgow, foi um ótimo personagem. Os embates entre Trinity e Dexter renderam boas cenas. A volta de Land e seu envolvimento com Deb jogaram o foco um pouco pra longe de Dexter. O único problema era que Rita havia se tornado a mulher mais insuportável do planeta. Não é sem motivo que a esposa de Dexter viva perturbando o nosso querido Serial Killer, mas mesmo assim ela passava dos limites.

A temporada esquentou mesmo, relembrando os velhos tempos, do meio para o final e deixou todo mundo em total choque nos últimos minutos do derradeiro episódio. Ninguém esperava o que aconteceu. Quando Dexter entra no banheiro e encontra Herrison chorando sentado em uma poça de sangue e Rita morta na banheira queixos caíram A última coisa que eu esperava era ver Rita morta, assassinada, ao que tudo indica, por Trinity.

O que será de Dexter agora? O que acontecerá na investigação? E as crianças? A morte de Rita pegou todo mundo de surpresa e só saberemos algumas respostas em Setembro. Isso mesmo, teremos 9 meses para tentar digerir os acontecimentos.

Da telona para a telinha

Posted in Cinema, TV with tags on dezembro 18, 2009 by Krol

Por Leonardo Esteves

John Cassavetes é o maior de todos. Dentro do cinema americano está no mesmo patamar de um Orson Welles. Foram dois atores-cineastas que faziam quase sempre filmes do próprio bolso, muitas vezes atuando em filmes apenas para levantar dinheiro para suas próprias produções como cineastas. Welles começou por cima com seu revolucionário “Cidadão Kane”, feito com dinheiro e um contrato inédito de liberdade. Logo foi colocado à margem, tido como um louco, excêntrico e incapaz. Cassavetes começou por baixo, com seu irregular e defeituoso “Shadows”, a pedra de toque para a compreensão de um cinema financeiramente e espiritualmente independente e artisticamente bem sucedido.

Pouco se surpreende em constatar que “Shadows” encontrou maior ressonância na Europa, onde o filme foi devidamente absorvido em seu momento (beatnik, uma postura efêmera de um cotidiano completamente moldado pelo acaso, pelo improviso).

E dali por diante, pelo resto de sua filmografia, Cassavetes retratou uma galeria de personagens defeituosos, errantes, em plena consonância com seu método de produção, precário, independente. Cassavetes montava seus filmes em sua própria casa (onde ele eventualmente também filmava algumas cenas). E muitas vezes os montadores nunca sequer tinham sentando antes em uma moviola. Deve-se somar a esse método artesanal o próprio percurso que as produções levavam. O cineasta sempre estava insatisfeito e os filmes eram remontados ao longo do processo (“Shadows” e “A Morte do Bookmaker Chinês” e “Faces” são os exemplos mais gritantes). Para Cassavetes, o definitivo talvez fosse algo temeroso e a remontagem de seus filmes leva à idéia de uma constante aniquilação de algo consumado. Em Cassavetes é imprescindível improvisar.

Welles é o gênio pronto, já estava assim rotulado antes de “Kane” e talvez tenha sofrido por conta disso. A genialidade fora sua ruína. Cassavetes é preciso ser lapidado. Não veio com o rótulo de gênio e seus filmes não atestam isso por serem extremamente defeituosos (planos fora de foco, ritmos alternados, atuações desproporcionais entre atores, fotografia irregular).

Por isso, Cassavetes é tido como o pai do cinema independente. Mesmo em filmes que dirigiu para estúdios (como “Glória” ou “Minha esperança é você”), o “espírito independente” se faz presente. O cinema independente de Welles é uma conseqüência de seu cinema main stream, “o preço a se pagar” pela ousadia na terra da tirania. O cinema independente de Cassavetes é uma imposição derivada de seu papel como ator em filmes main stream. No final, ambos foram geniais e lutaram por seu cinema até o fim.

“Minha esperança é você” passa segunda, 12:55, no Telecine Cult. Welles continua banido. Não tem filme seu programado.

Indicados ao SAG

Posted in prêmios, Séries, Séries EUA with tags on dezembro 17, 2009 by Krol

Melhor Série – Drama

The Closer

Dexter

The Good Wife

Mad Men

True Blood

Melhor Série – Comédia

30 Rock

Curb Your Enthusiasm

Glee

Modern Family

The Office
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