Archive for the Cinema Category

Indicados ao SAG 2011

Posted in Cinema, prêmios, Séries with tags on dezembro 16, 2010 by Krol

Melhor Elenco – Série Drama

Boardwalk Empire

The Closer

Dexter

The Good Wife

Mad Men

 

Melhor Elenco – Série Comédia

30 Rock

Glee

Hot In Cleveland

Modern Family

The Office

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Kiefer Sutherland confirma filme

Posted in Cinema, Séries with tags , , on novembro 19, 2010 by rscarone

Recentemente em Tóquio, o ator Kiefer Sutherland falou sobre “24 Horas” e respondeu algumas perguntas sobre o suposto filme, que está em pré-produção desde abril.

“Ainda é cedo para eu falar, mas alguns diretores conhecidos se ofereceram para o filme. Estamos muito felizes. Será o pior dia, e Jack Bauer estará presente, no meio da situação,” disse o ator.

Ele lembrou que o filme não será em tempo real. “A maior diferença do filme para a série é a de que o filme representará as 24 horas em 2 horas. Não será em tempo real, o que dará liberdade para o roteiristas. Será plausível viajar do Japão para os Estados Unidos e ainda ter muito o que fazer. Não poderíamos fazer isso em tempo real porque são 14 horas de viagem. Não seria algo interessante de se ver.”

Fonte: VirginMedia

Da telona para a telinha

Posted in Cinema, TV with tags on maio 14, 2010 by Krol

Por Leonardo Esteves

“Eu te amo, cara” foi uma grande surpresa no ano passado. Um filme diluído, que nem por um instante escapa da “obviedade média”, mas que nem por isso deixa de funcionar e acabar angariando uma simpatia ingênua do espectador. Talvez o nível seja baixíssimo e não se espere lá muito de um filme com esse título. Mas títulos também servem como uma boa alternativa de criação e um bom título faz a diferença. Derrotas podem virar vitórias e pepinos se transformam na mais almejada iguaria. O que não é bem o caso aqui.

Futuro candidato a sessão da tarde de gala, “Eu te amo, cara” é uma bobagem sobre a amizade de dois desocupados e o ciúme da namorada de um deles. É terminar o filme e ingressar logo na Malhação para fazer tentar traçar uma árvore genealógica.

Os atores, Paul Rudd e Jason Segel, estão muito bem. Principalmente o último. Não é que se espere muito deles também. Não há um grande desafio aqui, basta soprar conforme o vento. No final das contas, é mais um filme bobo, sobre uma geração boba que encontra uma certa resistência em seguir o curso natural de amadurecimento proporcionado pela vida. E é verossímil, tem gente que é assim. E é fácil vê-los em encontros de amigos de colégio formados há tempos.

Assistir a “Eu te amo, cara” é investir num tempo perdido. Certamente o espectador não voltará mais no filme. Mas o tempo perdido é fundamental na vida. E quando é perdido numa coisa que você já sabe pra onde vai, desce melhor. E nisso aí está um grande mérito de “Eu te amo, cara”: não se pode perder o que não se tem; não se pode ver o que não está lá.

O ideal seria sintonizar no filme numa viagem de ônibus ou esperando um avião no aeroporto. A viagem fica até mais leve e ainda te faz lembrar daquele amigo bobão que você não vê muito.

“Eu te amo, cara” estréia no Telecine Pipoca (onde mais?), domingo às 20h, com diversas reprises pela semana.

Da telona para a telinha

Posted in Cinema, TV with tags , on abril 30, 2010 by Krol

Por Leonardo Esteves

“Giselle” foi o canto do cisne da turma da pornochanchada carioca que produziu o que de melhor foi feito no gênero. Victor di Mello, um autor sem dúvida, se despediu com uma história já um tanto distanciada do humor erótico ingênuo e anedótico que pontua sua filmografia anterior. O diretor conta em “Giselle” com todo um viés político existencial que não fazia parte até então da atmosfera pornochanchadesca.

“Giselle” hoje pode parecer até uma péssima tentativa. Mas, por mais canhestra que seja a obra, com todas as atuações completamente fora do tom, a um paço da gargalhada geral – marcas de um passado da mais sincera gozação descompromissada – a história é excelente. E toda a falta de apuro acaba contribuindo para marcar o filme como o melhor do pior já feito.

Carlo Mossy, o maior galã do gênero, aparece em franca tentativa de superação. E o resto do elenco é a marca maior daquele tempo: Monique Lafond (uma Khouriete), Alba Valéria, Nicole Puzzi, entre outras (os).

“Giselle” passa no Canal Brasil de madrugada, claro, de sábado pra domingo às 2:30.

Da telona para a telinha

Posted in Cinema, TV with tags , on abril 23, 2010 by Krol

Por Leonardo Esteves

“Antes que o diabo saiba que você está morto” é um grande filme de Sidney Lumet, um cineasta que veio da televisão e fez a transição para o cinema com muito estilo e competência…

O filme passou no Festival do Rio de 2007 com legendas eletrônicas. Ou seja, ainda era incerta sua aquisição por uma distribuidora brasileira. O filme acabou sendo comprado e estreiou aqui em um circuito muito restrito. E não por acaso ele estréia aqui no Telecine Cult. Apesar de trazer grandes atores e um boa trama, “Antes que o diabo” é um filme sujo, sobre gente imunda numa América bastante poluída.

O mérito de Lumet é exatamente conseguir fazer funcionar esse ambiente tão distante (inclusive em termos de idade) de seu universo. Um diretor de 85 anos que filma melhor o mundo de hoje do que muitos cineastas jovens. Um realizador que permaneceu mais como um técnico de cinema do que de um homem de glamour. Na meca do cinema industrial, tal postura é rara. E Lumet é um cineasta raro. Poderia se passar até por um cineasta europeu, e ter dirigido com dignidade o filme comentado na coluna anterior, “The Bank Job”. E não seria nada mal, afinal, Lumet é o responsável pelo original, “Um dia de Cão”, realizado há 35 anos.

“Antes que o diabo saiba que você está morto” é um trabalho raro no cinema americano atual. O filme passa sábado às 22h no Telecine Cult.

Da telona para a telinha

Posted in Cinema, TV with tags on abril 16, 2010 by Krol

Por Leonardo Esteves

O cinema inglês de ação não causa o estardalhaço que o filme americano domina. A indústria ianque é barulhenta e bilionária. Cria e recria a geografia urbana com precisão polvorosa, nos dias de hoje já virtualmente controlada e modificável na realidade virtual.

O que as últimas décadas de cinema americano de ação nos ensinou com firmeza é que qualquer coisa pode ser destruída e reaparecer intocada perfeitamente em uma outra produção. As Torres Gêmeas nos comprovou recentemente que a coisa não é bem assim fora das telas, mas elas ainda podem ser vistas, intactas, em alguns filmes do gênero (o cinema servindo de história).

O cinema inglês de ação não causa o estardalhaço que o filme americano domina. A produção artística belicosa americana é lançada no mundo inteiro em milhares de cópias, relegando os “rivais em potencial” a uma tímida figuração no circuito exibidor. Foi o que aconteceu com “Efeito Dominó”, ou “The Bank Job”, no original. Aqui no Brasil se viu por pouco tempo esse filme, relegado ao circuito de arte. Talvez por se tratar de uma reconstituição histórica (um “filme de época” para os padrões de cinema de ação, ambientado no longínquo 1971). Aqui, diferente dos EUA, a história servindo de cinema.

“Bank Job” é uma ação de personagens e, principalmente, de montagem. Algo que talvez esteja em baixa nos concorrentes americanos (e tenha levado a produção ingelsa justamente aos cinemas de arte). John Wayne, o bisavô barulhento, já indicava que o protagonista não bastava só ser durão, ele precisava também ter uma personalidade. Clint Eastwood, o avô, decretou seu próprio final em grande estilo em “Grand Torino”. Os pais do cinema de ação – Stallone, Schwarzenegger e Willis – já indicavam um esgotamento, uma razão de ser mais física do que de atitude (contrariando o vovô e se firmando como homenzinhos). Eram vítimas do país e órfãos de guerra (Rambos e guerrilheiros que chegaram a enfrentar alienígenas predadores literalmente no braço). Não deu pé e acabaram arrumando outros empregos nas décadas seguintes (restaurantes, música, carreira política).

O cinema inglês de ação não causa o estardalhaço que o filme americano domina. E “Efeito Dominó” é um bom exemplo. O protagonista Jason Statham tem potencial, sem dúvida. Mas talvez seu potencial não estivesse sendo totalmente aproveitado filmando na Inglaterra, figurando por aqui apenas no cinema de arte. Por isso, Statham foi cooptado pelo cinema de ação americano. Assim como o foi Jean-Claude Van Damme ou Jackie Chan. Statham vai incluse figurar com papai em “Os Mercenários”, produção ambiciosa dirigida por Stallone em parte no Brasil que ainda traz barulhentos como Jet Li e Dolph Lundgren.

“Efeito Dominó”, dentro do nicho assalto-à-banco do cinema de ação, pertence a linha de grandes filmes como o clássico “Um Dia de Cão” e o recente “Um Plano Perfeito”. E deixa claro, por vários motivos, que o cinema inglês de ação não causa o estardalhaço que o filme americano domina. Talvez não só o cinema inglês, mas o europeu. “Inimigo Público Nº1”, filme francês de técnica impecável, também um “filme de época”, patinou por aqui ano passado, só no cinema de arte, claro.

“Efeito Dominó” passa no silencioso Supercine, às 23h.

Da telona para a telinha

Posted in Cinema, TV with tags , on abril 2, 2010 by Krol

Por Leonardo Esteves

Stephen King é um dos escritores contemporâneos que mais teve sua obra transposta para o cinema e a TV. São mais de 100 títulos desde a adaptação de seu romance, “Carrie”, para o cinema. Algumas foram memoráveis, como “Christine”, pelas mãos de John Carpenter, “Cemitério Maldito”, por Mary Lambert, o recente “O Nevoeiro”, dirigido com maestria por Frank Darabont ou a já citada “Carrie”, levada às telas por Brian De Palma.

No entanto, nenhuma dessas adaptações foi tão promissora quanto “O Iluminado”, filme produzido e dirigido por Stanley Kubrick. King já era bem conhecido na época, mas ainda não tinha o prestígio que possui hoje. Kubrick era um gigante, um diretor que possuía total controle sobre o corte final de seus filmes e ampliou na indústria a questão do produtor independente. Já tinha servido de inspiração para toda a geração dos Mavericks, que agora declinavam junto com sua Nova Hollywood, e não precisava mais provar nada a ninguém.

“O Iluminado” foi a primeira e única incursão de Kubrick no gênero terror/ suspense. Ele já tinha se aventurado na comédia, no filme de guerra, na ficcção científica e no “filme de época”. Já tinha adaptado com grandes resultados Anthony Burgess, Arthur C. Clarke, e Vladimir Nabokov. “O Iluminado” era a segunda vez que King era levado ao cinema. Embora o autor tenha se mostrado descontente com a versão do diretor e a produção fora considerada como uma das mais irregulares de Kubrick, ainda assim é possível ver muitas qualidades nesse “banho de sangue autoral”.

Jack Nicholson é o maior colaborador de Kubrick nessa empreitada. A excelente perfomance do ator é um filme à parte. Nicholson teria inclusive mantido uma relação de amizade posterior com o diretor (Kubrick costumava, logo após o término de um filme, descartar qualquer possibilidade de contato com seus atores).

Ainda que “O Iluminado” tenha tido menor repercussão do que os trabalhos de outrora do diretor (“2001 Uma Odisséia no Espaço”, “Laranja Mecânica” ou até mesmo “Glória Feita de Sangue”), o filme traz muito vigor. E é principalmente por se tratar de um homem com mais de 50 anos, Kubrick, adaptando a obra de um autor de pouco mais de 30, King, que o filme parece ter trazido uma certa mecânica irregular. A tensão entre gerações parece ser um dos ingredientes fundamentais para ter gerado tal estranheza, um certo anacronismo. Acrescentemos aí um terceiro autor, Nicholson, com pouco mais de 40. “O Iluminado” parece um filme moderno repleto de idiossincrasias do passado. Um filme deslocado no tempo mesmo dentro do gênero gore que começava a se tornar expressivo nos anos 70 com realizadores como George Homero e Dario Argento.

Em “Carrie, a Estranha”, anos antes, King fora adaptado com muita modernidade por Brian De Palma, que começava uma verdadeira revolução com planos sofisticados e movimentos de câmera de invenção. “O Iluminado” é um filme com forte rigor técnico, um must kubrickano, mas com uma cadência mais contemplativa. Mesmo em “2001”, o ápice da virtuose visual, Kubrick fora um compositor plácido, sóbrio e pictórico. Os planos de Kubrick são como pinturas que demandam uma observação contínua e reflexiva. Em “Carrie” Brian está escrevendo engenhosamente um gibi através de planos construídos com leveza e ritmo acelerado. De Palma estava mais interessado em conotar a imagem, romper as possibilidades naturalistas (uma lição aprendida com “Cidadão Kane” e amadurecida com Hitchcock). “O Iluminado” é sem dúvida uma história intimista por se passar quase inteiramente dentro do Overlook Hotel (o nome do hotel já é praticamente uma carta de intenções – Overlook: over, excesso; look, olhar). É uma história sobre pequenas coisas em um grande lugar, minúcias. Essa opção certamente limitaria um Brian De Palma a filmar sequências com um ritmo mais fluente e obter a deturpação da imagem que caracteriza seu trabalho. O diretor optou pelo caminho inverso em “Carrie”. Filmou grandes coisas em pequenos lugares (o baile de formatura é um exemplo expressivo, desencadeador de uma enorme tragédia em um pequeno lugar, levando todos à morte). Já o Overlook era grande demais para Nicholson, que acabou não conseguindo matar sua família e ficou perdido na imensidão do hotel.

A insatisfação de King para com “O Iluminado” talvez denote uma dificuldade em ver sua obra não como um gibi, mas como uma pintura. Algo que ele teria que superar com o tempo se levarmos em consideração a quantidade de porcarias que foram adaptadas de sua obra posteriormente para o cinema e para a TV.

“O Iluminado” passa domingo, no sugestivo horário de 23:55 no TCM.